4.Terrorismo
O fundamentalismo tem exercido diversas formas de terror em todo o mundo, desestabilizando governos, sociedades, empresas...
Os fundamentalismos são a consagração de uma convicção sobre a qual não pode existir objecção nem debate algum, situando-se o tema num plano de imperatividade que pode derivar em violência verbal e física, até provocar guerras ideológicas e intermináveis.
Poderíamos analisar o fundamentalismo sob dois prismas: o fundamentalismo teórico que tende a suscitar espíritos sectários, a que podemos chamar fanatismo; o fundamentalismo prático, que limita o próprio comportamento e induz a um rigor tal que quando está em causa a convivência tende a explosões de violência.
Referimos anteriormente que nos países muçulmanos religião e Estado se encontram intimamente ligados e que essa interligação e toda a sua estrutura são propícias à formação de grupos radicais.
Não se trata apenas de grupos fundamentalistas mas de grupos radicais que se podem tornar tão fanáticos que para imporem a sua ideologia acabam por recorrer à violência.
Na realidade o fundamentalismo degenera facilmente em fanatismo e o fanatismo implica sempre algum tipo de violência seja ela moral, psicológica ou física e a uma profunda irracionalidade, que conduz frequentemente a actos de terrorismo e em ultima instancia a guerras eternas que se enleiam na sua própria “sem lógica”.
O exercício político encontra-se amplamente ligado à arte da negociação, estando esta ligada à capacidade de ceder, ajustar, dialogar, respeitar, se não se está disposto a isso não há negociação possível e surgem condutas totalitárias e fundamentalistas.
Podemos constatar ao longo da história que são precisamente os países governados por regimes totalitários e fundamentalistas que desencadeia a formação de grupos fanáticos que eles próprios instigam a actos de terrorismo internacional.
São lutas religiosas, políticas que se relacionam com ideologias mas também com desejos de poder.
Da mesma forma podemos constatar ao longo da história que o fundamentalismo não é uma característica exclusivamente muçulmana, existe em todas as religiões e de alguma forma em todos os regimes políticos. São igualmente fundamentalistas todos os grupos do mundo ocidental que sustentam uma única verdade absoluta, não aceitando diferenças, concessões, diálogo e que ao degeneram em fanatismo recorrem igualmente a actos violentos que também podemos apelidar de terroristas. São disto exemplo os grupos xenófobos, neo-nazis, etc.

2 Comments:
O terrorismo ocidental tem um âmbito restrito. Actua no local onde se encontra aquele que consideram seu opressor. No século XXI, só o terrorismo muçulmano está espalhado pelo mundo, e só ele ataca indiscriminadamente.
" O terrorismo ocidental tem um âmbito restrito"
e deixa por isso de ser terrorismo? como é restrito já não faz mal nenhum?
e não! isso é o que nos mostram os nossos governos, os nossos media. o terrorismo ocidental não tem e nem nunca teve um âmbito restrito!
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