3.O Islamismo e o Ocidente
O primeiro elemento a ter em conta quando se fala de ilamismo no ocidente, é o número considerável de muçulmanos instalados na sociedade ocidental nomeadamente na Europa.
Com efeito, não se trata de uma imigração temporária e nada indica que estes muçulmanos regressarão um dia aos seus países.
Ora, daqui resultam questões económicas, sociais, culturais...
O segundo elemento prende-se com o modelo híbrido que sustenta a legislação ocidental que estabelece uma separação entre o religioso e o político, logo, respeitando os direitos individuais dos muçulmanos e tendo em conta as exigências comunitárias do culto islâmico. Existindo portanto, um processo aberto que preserve os valores da sociedade que acolhe mas sem exigir uma renuncia à cultura de origem de quem chega.
Esta garantia de liberdade individual (de consciência, de pensamento, de expressão) não é comum à maioria dos países muçulmanos logo, constitui um factor atractivo para a imigração.
Mas, ainda que não tenhamos a pretensão de questionar esta liberdade, a verdade é que teoria e prática não coincidem por completo. As diferenças culturais e tradicionais entre Ocidente e Oriente são tão profundas que na prática nem sempre é fácil ou no mínimo possível conciliar ambas. Daqui advém por entre outros, problemas laborais.
Por outro lado, toda a legislação ocidental garante liberdade e direito à prática religiosa, mas na verdade existem diversas definições e interpretações deste direito. Do ponto de vista de alguns cidadãos este direito refere-se exclusivamente à prática individual dentro do espaço doméstico, esquecendo um aspecto essencial em qualquer religião: o aspecto comunitário.

2 Comments:
Sim, mas isto chama-se Europa. Quem não gosta dela como ela é, volte ao seu país de origem.
concordo plenamente! mas vai dizer isso aos governos dos estados que usufruem das benesses de ter emigrantes a trabalhar. va tb dizer isso aos governantes dos países que têm N emigrantes lá fora se permitem ke eles regressem todos de rompante.
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