sábado, maio 06, 2006

Um país maravilha

Há coisas das quais eu gosto especialmente. Uma delas é o meu país. Tenho por ele uma paixão louca e, estou absolutamente certa, que não existe ao cimo do planeta outro tão grande.

Porque digo grande? Simples! Porque neste país tudo aumenta vertiginosamente, a passo acelerado.


Aumenta o combustível, aumentam os transportes, o pão, o leite, a carne e o peixe e demais comestíveis, aumenta a habitação, os automóveis, as motos e as bicicletas, o vestuário o calçado, as propinas, os medicamentos, as consultas, as análises, a água e a luz, o gás, o telefone, o infantário, os Cd’s e DVD’s, os bilhetes do cinema, do concerto do teatro, da entrada no museu. Aumentam os impostos, as portagens, os buracos da estrada, o desemprego, os anciãos, os sem abrigo, a violência, o absentismo, os idiotas (ai, desculpem… sobre estes não tenho sondagem fiável). Aumenta o buraco de ozono, o lixo, a poluição e até a falta de educação.


Aliás, tudo aumenta tanto, que nem sei se um dia vai deixar de caber neste espacinho de terra à beira mar plantado. É que as plantações carecem de cuidados sistemáticos e frequentes, aconselha-se portanto que se comecem por regar por exemplo, os ordenados do país, antes que alguém de fora compre a plantação inteira.


Mas também há que variar! Logo, com tanta coisa aumentada a tornar-se grandiosa porque não há-de haver uma que seja pequenina?!

Adoro este país!


7 Comments:

Blogger deep said...

Feliz Dia da Mãe!

2:41 a.m., maio 07, 2006  
Blogger Alentejano said...

É assim a vida.... eu tambem gosto muito do meus país.....

10:06 a.m., maio 07, 2006  
Blogger alyia said...

Nicinha> também gosto do meu país :)

Deep> obrigada :)

Alentejano> eu também mas pelo andar da carruagem...

11:46 p.m., maio 07, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Pois... eu também gosto muito do meu país, só que eu há muito tempo que acho que nasci aqui por engano. Eu era para nascer num país onde se promovesse a inteligência e a honestidade; num país onde o facto de se trabalhar conferisse às pessoas mais dignidade do que àqueles que não fazem mais nada na vida do que inventar maneiras de enganar o próximo; num país onde o cidadão fosse igual no nascimento e nas oportunidades; num país onde não se fechassem maternidades no interior, já de si tão desertificado; num país onde não houvesse Sócrates nem Cavacos a impingir-nos a ideia de que ser português é uma fatalidade; num país em que, ao fim de mais de meio século de vida, não me fizesse sentir ludibriado por aqui ter nascido.
Por isso eu adoro o meu país, porque este não é o meu país.
Eu e mais dez milhões de pessoas, tivemos a infelicidade de nascer no lado errado do Mundo.
Eu detesto este rectângulo coberto de porcaria e de mamarrachos de norte a sul.
Eu detesto ser português e não tenho vergonha de o afirmar.
Eu detesto um país que tem como perspectiva para os próximos quarenta anos ser o país mais pobre da Europa, embora a percentagem de Ferraris vá continuar a ser a maior do Mundo.
Eu quero que este país vá para um sítio que não vou dizer aqui porque tenho muito mais respeito pelo teu blog do que por esta estrumeira à beira mar plantada que me dá uma enorme vontade de vomitar.

10:04 p.m., maio 08, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Gostei deste teu artigo.
É, realmente, uma tristeza vivermos num país assim. O mais engraçado é que os políticos se governam à nossa custa e o povo continua a deixar... isto vai tudo aumentando até haver um novo 25 de Abril. Só quando o povo se revolta é que tudo está sujeito a renovação...
Tenho pena mas é o nosso Portugal...
Agora passo a assinar com khyos porque só queria que soubesses que sou um dos comentadores do blog da Pitux.
Beijinhos e espero que passes no meu blog para dar uma vista de olhos!

10:31 p.m., junho 02, 2006  
Anonymous Anónimo said...

José, não tinha visto o teu comentário, mas aprecio-o. Está do melhor.
Era capaz de acrescentar mais alguma mas está óptimo assim.
Acho que também nasci cá por engano, aliás, prefiro pensar que sou europeu do que português... não me leva a pensar tão mal do espaço onde vivo.

10:33 p.m., junho 02, 2006  
Anonymous Anónimo said...

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5:40 a.m., junho 10, 2006  

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