sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Rebobinando ou aprendendo a viver

Caminha tranquila no presente, quando a vida lhe corta o futuro e sente o presente perdido.

Quer regressar ao passado. Mas se regressar ao passado vai reviver o presente. Quererá então matar o presente mas ficará sem futuro. Não quer perder o futuro.

Confunde-se o passado na vida do presente. Não pode ter-se perdido o passado que se fica sem alicerce do futuro.

Perdeu-se a chave algures no presente ou no passado? Como entrar agora no futuro?

Atravessa passo a passo o presente. Ziguezagueando pelo passado. O presente já foi. O passado passou. Resta o futuro mas o futuro não chegou.

Interroga o presente, a memória: que ficou? Pergunta ao futuro: onde vou? E só o presente afirmou: sou!

Abandona a memória o presente, dentro do baú do passado. Guarda o presente a interrogação, na gaveta do sonho futuro. E calmamente, se limita o presente a viver o futuro, já passado.

Acorda. E funde-se passado, presente e futuro na interrogação sonhada.

7 Comments:

Blogger Carlos Estroia said...

Não voou comentar agora o (o título EU ponho depois)tenho de ler melhor, com mais calma.

Em resposta: Podes perguntar sempre o que quiseres.
Se sou filósofo, depende, mas da maneira como é concebida hoje a filosofia, não não sou, estou muito longe disso.
(Um dia destes faço um conto sobre isso)
A minha opinião sobre os filósofos (modernos): Os filósofos têm um conhecimento das coisas demasiado superficial para tirarem generalizações tão contudentes.
Nota: tenho uma cousa em comum com os filósofos também tenho um conhecimento muito superficial das coisas.
Abraços depois regresso para comentar o teu texto

8:33 p.m., fevereiro 03, 2006  
Blogger Alentejano said...

Ola boa noite ...Obrigado pela tua visita..

8:34 p.m., fevereiro 03, 2006  
Blogger Mac Adame said...

Só percebi este texto porque já vi o "Regresso ao Futuro" I, II e III e porque conheço o célebre trava-línguas "O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, e o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem". Pode não parecer, mas estes conhecimentos ajudaram.

8:56 p.m., fevereiro 03, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Andaste a apanhar sol a mais?

10:37 p.m., fevereiro 03, 2006  
Anonymous Anónimo said...

O mais importante recordas.

11:39 a.m., fevereiro 05, 2006  
Blogger Eu said...

E o que é o passado senão uma forma verbal - que se esconde atrás de outro nome - podendo até ser "imperfeito" e tudo?
O passado é isso mesmo, o que «passa do» presente. Este sim, é "indicativo" e até "durativo". Este É, o outro Foi - mas podia ter sido "mais-que perfeito" ;)
Em relação ao futuro… olha, que seja o mais possível "perfeito", na segunda pessoa do singular - TU – e, se tiver que ser "imperfeito", que o seja "indicativo".
(Eu não estou a inventar nada, vem tudo nas gramáticas)
Quanto ao título, longe de Eu ter pretensões a ser merecedor de titular qualquer coisa que a Senhora escreve – quanto muito posso contribuir com uma virgulazita ou com um ponto final -, mas como não sou de fugir a solicitações cá vai uma tentativa:
«simplesmente alyia ou a arte de aprender a viver ensinando»

Fica bem em todos os tempos que conseguires atravessares, e naqueles que quiseres manter

;)

5:05 p.m., fevereiro 05, 2006  
Blogger alyia said...

Carlos> :) não te dês ao trabalho de comentar ;) (sobre os filósofos é melhor não comentar eu)

Alentejano> :)

Macaquinho> Quanto não vale ir ao cinema, heim?! :P

Pedro> é uma hipótese :)

Vito> talvez sim, talvez não, ou por outro lado :P

Eu> ok ok quase que aceito :) (tens mais 1 tentativa para seres premiado lol

7:11 p.m., fevereiro 05, 2006  

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