Rebobinando ou aprendendo a viver
Caminha tranquila no presente, quando a vida lhe corta o futuro e sente o presente perdido.
Quer regressar ao passado. Mas se regressar ao passado vai reviver o presente. Quererá então matar o presente mas ficará sem futuro. Não quer perder o futuro.
Confunde-se o passado na vida do presente. Não pode ter-se perdido o passado que se fica sem alicerce do futuro.
Perdeu-se a chave algures no presente ou no passado? Como entrar agora no futuro?
Atravessa passo a passo o presente. Ziguezagueando pelo passado. O presente já foi. O passado passou. Resta o futuro mas o futuro não chegou.
Interroga o presente, a memória: que ficou? Pergunta ao futuro: onde vou? E só o presente afirmou: sou!
Abandona a memória o presente, dentro do baú do passado. Guarda o presente a interrogação, na gaveta do sonho futuro. E calmamente, se limita o presente a viver o futuro, já passado.
Acorda. E funde-se passado, presente e futuro na interrogação sonhada.

7 Comments:
Não voou comentar agora o (o título EU ponho depois)tenho de ler melhor, com mais calma.
Em resposta: Podes perguntar sempre o que quiseres.
Se sou filósofo, depende, mas da maneira como é concebida hoje a filosofia, não não sou, estou muito longe disso.
(Um dia destes faço um conto sobre isso)
A minha opinião sobre os filósofos (modernos): Os filósofos têm um conhecimento das coisas demasiado superficial para tirarem generalizações tão contudentes.
Nota: tenho uma cousa em comum com os filósofos também tenho um conhecimento muito superficial das coisas.
Abraços depois regresso para comentar o teu texto
Ola boa noite ...Obrigado pela tua visita..
Só percebi este texto porque já vi o "Regresso ao Futuro" I, II e III e porque conheço o célebre trava-línguas "O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, e o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem". Pode não parecer, mas estes conhecimentos ajudaram.
Andaste a apanhar sol a mais?
O mais importante recordas.
E o que é o passado senão uma forma verbal - que se esconde atrás de outro nome - podendo até ser "imperfeito" e tudo?
O passado é isso mesmo, o que «passa do» presente. Este sim, é "indicativo" e até "durativo". Este É, o outro Foi - mas podia ter sido "mais-que perfeito" ;)
Em relação ao futuro… olha, que seja o mais possível "perfeito", na segunda pessoa do singular - TU – e, se tiver que ser "imperfeito", que o seja "indicativo".
(Eu não estou a inventar nada, vem tudo nas gramáticas)
Quanto ao título, longe de Eu ter pretensões a ser merecedor de titular qualquer coisa que a Senhora escreve – quanto muito posso contribuir com uma virgulazita ou com um ponto final -, mas como não sou de fugir a solicitações cá vai uma tentativa:
«simplesmente alyia ou a arte de aprender a viver ensinando»
Fica bem em todos os tempos que conseguires atravessares, e naqueles que quiseres manter
;)
Carlos> :) não te dês ao trabalho de comentar ;) (sobre os filósofos é melhor não comentar eu)
Alentejano> :)
Macaquinho> Quanto não vale ir ao cinema, heim?! :P
Pedro> é uma hipótese :)
Vito> talvez sim, talvez não, ou por outro lado :P
Eu> ok ok quase que aceito :) (tens mais 1 tentativa para seres premiado lol
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