sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Dilemas de esquerda e direita num banco perto de si

Gosto de ir ao banco (não percebo porque chamam banco àquilo, ao menos podiam chamar cadeira sempre tinha encosto, ou sofá sempre dava para aguentar com conforto as esperas).

Dizia eu que gosto de ir ao banco, é super divertido. Especialmente alguns que primam pela rapidez, eficiência e simpatia.

Agradam-me particularmente aqueles que têm uma fila até à porta (ou mais), com uma infinidade de gente a soprar, mesmo que esteja um frio de rachar, com aquele semblante de quem está com vontade de estrangular alguém e aquele olhar fulminante.

Do lado de lá do balcão podemos sempre ver uns quantos funcionários que, ora se deslocam no seu ar majestoso, ora remexem nas pilhas de papéis e dossiers, ora atendem o telefone. Claro, que tem também aqueles que justamente, se mostram enfadonhos, aborrecidos, chateados, mas não admira nada, eu também estaria assim se todo o dia visse os euros a passar nas minhas mãos sem os poder agarrar.

Bom, mas de quem eu ía falar era daquele senhor que se encontra na outra ponta do balcão, com aspecto de banqueiro em vez de bancário e que me ordena com a sua voz real “assine aqui!”. Eu com o raiozito de voz que tenho ainda lhe pergunto “como no BI ou como na conta?” “a sua assinatura!” responde-me ele como se de uma sentença de morte se tratasse, ou eu não entendesse o significado de assinar.

Ora eu, cumpridora que sou, lá assino. Agarra o papel, dirige-se ao armário da pilha de dossiers. E pronto está o circo armado. Uns 15 minutos a olhar para aquilo e… “a assinatura não confere!” afirma ele prontinho a arrear bronca. “por isso é que perguntei se queria a assinatura da conta ou do BI! Dê cá isso que eu troco de mão e já confere”!

22 Comments:

Blogger Filipe de Arede Nunes said...

Há pessoas verdadeiramente simpaticas e que fazem questão de o demonstrar. *

10:08 a.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Eu said...

Eu pensso que a menina já devia saber q há coisas que se devem fazer sempre com a mesma mão; utilizando uma usada máxima futeboleira "em mão que ganha não se mexe"

bom fim de semana ;)

10:21 a.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger antónio paiva said...

.....eu também adoro bancários, para alguns reservava-lhes um banco de jardim.....
Kiss

10:29 a.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Rui said...

Se há coisa que eu adoro - mas adoro mesmo, de paixão -, é uma ida ao Banco. É tanto assim que faço absoluta questão de lá ir pelo menos uma vez de 2 em 2 anos.

2:22 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Ana P. said...

E sorte tiveste tu....ele não se lembrar de saltar fora do balcão e estrangular-te.

Jinhus

3:20 p.m., fevereiro 24, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Até me assustei quando cheguei ao teu blog e vi tanta coisa para ler. Isto de não se ter net em casa (nestes dias) faz com que se tenha de ir a um local público para poder aceder a ela. E passam-se dias e dias sem estar actualizada do mundo (principalmente para mim porque não vejo televisão).
Quanto aos bancários, acho que é uma profissão que me agrada imenso... talvez motivado por o meu pai ser bancário e lembrar-me dele. :)
Eu tenho sempre o problema da assinatura, porque o meu nome é demasiado grande (embora haja maiores) e raramente cabe em todos os sítios. E se eu abreviar não fica como no BI...

3:44 p.m., fevereiro 24, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Tu devias era contar o que acontecia quando escrevias com as duas mãos nos testes.

3:49 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Miguel said...

Que querido!
"O soco? Como no rocky 1 ou no rocky 2?" Era o que ele merecia!
Mas fizeste bem... trocaste de mão. Agora é a vez do banco jogar, quem sabe trocam de .. simpatico?

Mas olha... já viste a publicidade? "Ao XXX vai-se de internet, sms, telefone, agora em presença? Não ah necessidade!"

Beijos

4:35 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Alentejano said...

POr acaso no banco onde sou cliente não é assim ...... Tive sorte

4:58 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Carlos Estroia said...

Já assinas-te, no teu banco?
- Não assinei no teu.

Abraços

5:24 p.m., fevereiro 24, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Eu não trocava de mão.. trocava era de banco..:)

6:38 p.m., fevereiro 24, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Agamenon> pois há :) mas sabes... também às vezes a vida é complicada, não têm o emprego que gostam e outros problemas e se calhar fora dali... até são :)

Eu> então para que temos duas? enfeite? :D

Chuvamiusa> e alguns até te agradeciam, quem sabe? :)

Rui> deves ser meu parente :)

Lalisca> já o estou a imaginar num salto mortal sobre o balcão.. :P

Pitux> Oh rapariga mas tu ainda vens aqui disposta a ler tanta palermice? Gabo-te a paciencia :) (bons e maus profissionais ou simpáticos, há em todo o lado, não só na profissão de teu pai)

Vito> querias que contasse sobre um prof que me acusou de ser ajudada num teste "porque até a letra é diferente"? :P

Miguel> "kredo" que agressividade! Trocar de mão e assinar de novo é quanto basta :) (pois vai mas não neste caso)

Alentejano> eu também podia contar algumas coisas dos banquinhos dessa zona mas essas deixo para ti :)

Estroia> foi isso mesmo que fiz: assinei no teu! :P

123de4> eu também trocava se "aquilo" fosse meu mas assim não tenho outro remédio que o ministério é que manda nessas coisas

6:44 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Carlos Estroia said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

7:34 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Carlos Estroia said...

Havia um homem na minha terra que era o mais rico das redondezas, não sabia assinar mas tinha um Banco e uma Caixa. Era engraxador de sapatos.
Abraços

7:35 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Indibiduo said...

Pois, aqueles tipos de fatinho, ~frustrados, por ainda não serem gerentes de conta e que quando questionados, nada sabem?

Acredito, colocando em 1º a CGD.

Gostei...

8:01 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger sofia. said...

esta mulher é ambidestra!
com isso é que o dito sr devia ter ficado impressionado ;)

9:48 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Mac Adame said...

Com um gajo desses, dá vontade é de assassinar, não é de assinar.

10:16 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger Meia Lua said...

Eu ainda não conseguí perceber quando é que estes ignorantes vão perceber que só têm emprego por nossa causa! Parece que é norma tratar mal o cliente... Aiiiii se eu apanho um destes....
fizeste muito bem!!!
beijinho

11:58 p.m., fevereiro 24, 2006  
Blogger deep said...

O que eu admiro mesmo é o ar enfatuado de alguns bancários! Felizmente não são todos! Há anos que sou cliente da mesma dependência de um determinado banco e os funcionários, quase sem excepção, continuam a tratar-me como estranha. A simpatia deles muitas vezes é proporcional à nossa conta bancária, será?

12:39 a.m., fevereiro 25, 2006  
Anonymous Anónimo said...

Continuo sem encontrar alguém que se sinta, efectivamente, feliz atrás de um balcão: têm um ar irritadiço, ou um ar de estátua em cima de um pedestal ou, ainda, um ar de quem está de costas viradas à vida. Por isso, espero que o futuro me reserve outra sorte; sim, que eu , por enquanto, sou uma pessoa feliz e, QUERO, continuar a sê-lo.:)

7:21 p.m., fevereiro 25, 2006  
Anonymous Anónimo said...

não há pachorra para empregados selectivos de ouvido eheeh...além disso parece ke são tipo atendedores de chamadas, tem meia dúzia de frases programadas e tá a andar...ficam logo confusos quando algo sai do "programado" estiveste bem :P beijinhos e bom fim de semana

8:20 p.m., fevereiro 25, 2006  
Blogger Caiê said...

Também me acontece isso muitas vezes... os cinzentões dos gajos ficam muito aflitos quando a mínima coisa sai do esquema. Eles já não têm a cassete da resposta rápida!

10:07 p.m., fevereiro 25, 2006  

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