quarta-feira, novembro 16, 2005

Cancro versus morte

A palavra cancro está de tal forma associada a morte que muitos de nós tem inclusive relutância em proferi-la. O sofrimento, a dor e muito especialmente o medo são-lhe inerentes. A verdade é que todos nós morreremos um dia, mas cancro e morte não são sinónimos!

Na realidade não se trata de uma doença mas de um conjunto de doenças: os tumores malignos, que consistem na mutação de células, uma reprodução descontrolada destas, podendo afectar os mais diversos órgãos do nosso corpo. Desde a 1ª mutação de célula até à manifestação da doença podem decorrer mais de três décadas.

As causas da sua origem estão ainda por identificar com clareza, mas sabe-se que alguns factores como a alimentação, radiações ultravioletas, agentes químicos, contribuem para o desencadear e evoluir da doença.

O tratamento vai desde a quimioterapia, administração de fármacos específicos e combinados (pode ser oral ou injectável); a radioterapia, raiosX (a radiação também pode ser feita internamente por implantação de fontes radioactivas); hormonoterapia, administração de medicamentos inibidores hormonais; imunoterapia, utilização do sistema imunitário para a destruição das células cancerígenas; cirurgia, a remoção do tumor; cirurgia-laser, emissão de raios laser localizados para destruição do tumor. Estes tratamentos têm sido aperfeiçoados e outros vão surgindo decorrentes da constante pesquisa e experiência feita por investigadores.
A escolha do tratamento depende do tipo de tumor, do processo evolutivo, das características do paciente e muitas vezes se recorre à conjugação de diversos tipos de tratamento.

Psicologicamente os pacientes atravessam também variadas fases que vão desde a incredulidade, revolta, pânico, vergonha, insegurança, consciencialização, esperança, abstracção, auto comiseração…

Lidar com estes doentes não é tarefa fácil, conviver lado a lado também não. Entre outros factores são relevantes a debilidade física que oscila consoante a evolução da doença, os efeitos secundários, as variações de humor que podem ser frequentes. As necessidades variam entre o carinho, a compreensão, o estímulo, a informação, a segurança, a ajuda física, a firmeza ou a "palavra dura".
Os pacientes são acompanhados a nível físico e psicológico por equipas que podem ser constituídas por especialistas, técnicos, voluntários, etc. As famílias podem também recorrer a acompanhamento vocacionado para lhes prestar apoio e aconselhamento.

Uma “infinidade” de gente luta desesperadamente para sobreviver enquanto outra “infinidade” luta diariamente para os ajudar a viver.
Portanto Susaninha não tens só 20% de possibilidades. TENS 20% de possibilidades! Enquanto houver 0,0000….01% a possibilidade existe! Só não podemos desistir!

(Não sou profissional da área de saúde)

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

és uma mulher admirável

12:43 p.m., novembro 18, 2005  
Anonymous Anónimo said...

eu quero ser como tu :)

6:34 p.m., novembro 22, 2005  

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